A Pesca À Pluma

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Introdução à Pesca à Pluma

Muitos dos pescadores de Pluma, antes de iniciarem esta modalidade, praticaram outras tipos de pesca. Mas assim que a experimentaram, tudo mudou! A pesca à pluma ou pesca com mosca tem como base a utilização de moscas artificiais como isco base de captura. Existem relatos da sua utilização na China em 2000 AC. A pesca à mosca surge sobretudo como modalidade de captura para truta e salmão, mas no Séc. XX a sua utilização estendeu-se a outro tipo de espécies sendo mesmo utilizada para pesca no mar. Esta modalidade muito técnica consiste de base, no lançamento do isco (pluma - mosca) sobre a água de modo a providenciar a captura, exige alguma prática e técnica assim como a visualização do peixe (normalmente quando anda próximo da superfície). A principal diferença para outras técnicas consiste sobretudo na linha, pesada o suficiente para enviar a pluma para o local pretendido. Em Portugal, para além da clássica truta (com poucos locais de captura), pode ser utilizado na pesca do lúcio, barbo, boga, escalo, achigã, carpa. As capturas de espécies como a carpa e o barbo que se alimentam de pequenos insectos e larvas ou o lúcio e o achigã que se alimentam de pequenos peixes, rãs etc., requerem que a pluma simule o seu alimento. A mesma técnica pode ser utilizada no mar para captura de peixes como o peixe-agulha, a tainha ou mesmo o robalo quando anda na superfície alimentando-se de pequenos peixes.


A Técnicas


A Pesca com mosca tem como função imitar uma presa natural de um peixe fazendo com que ela pareça o mais natural possível ao cair na água para enganar os olhos do peixe.


Pesca com Mosca Seca:

O método mais popular da pesca com mosca, imita insectos que pousam ou caem na superfície da água, como libélulas, gafanhotos, borboletas, formigas de asa, etc. Este tipo de mosca, obriga a truta a subir até à superfície da água para comer. Desta forma a truta mostra-se tornando possível visualizar a sua captura. Esta é uma das formas mais aliciante de pescar para os pescadores.



Ilustração de uma truta a comer moscas secas. Este é a curva normal que a truta descreve ao se alimentar.


Pesca com Ninfa:

As Ninfas imitam de forma imatura insectos aquáticos e outras formas de alimentos aquáticos de peixes como pequenos crustáceos, vermes, larvas, sanguessugas, etc. 

Devem ser lançadas ao rio e deixadas descer correnteza abaixo de modo natural o mais próximo do fundo possível assim como um pequeno insecto sendo levado pela corrente de água. Esta é a técnica que exige mais treino e dedicação. Pois o momento da captura do peixe, não é visível como na mosca seca tornando a captura mais difícil.



Ilustração de uma truta a comer larvas. Neste caso as larvas e a sedimentação é levantada do leito do rio pela corrente, proporcionando ao peixe uma fonte de alimento.


Pesca com Emergente:

Quando alguns insectos já se libertaram da "enxuvia/casulo" mas ainda não são completamente adultos. Aqueles que não conseguirem subir a um ramo ou pedra para secar as asas, uma vez que não conseguem voar de imediato, ficam a flutuar na superficie da água durante alguns instantes tornando-se presas fáceis. Nesta técnica, também a truta vem à superficie para se alimentar, proporcionando ao pescador a possibilidade de se ver o momento de captura.



Ilustração de uma truta a comer emergentes. Neste caso a truta expõem o seu dorço e cauda mostrando-se ao pescador.


Pesca com Streamers:

O Streamer basicamente imita um pequeno peixe, que pode ser trabalhado mais devagar com pequenos toques imitando uma presa ferida ou com alguma dificuldade, ou mais rápido como um pequeno peixe que ataca os filhotes dos predadores.




Esta Ilustração representa as várias posições das plumas na água ao serem trabalhadas pelo pescador.


Fly Cast (lançamento da linha)

Regras básicas para lançar a linha.


A diferença, entre o lançamento na pesca à pluma e as outras formas de pescar, é onde o peso está concentrado. Ou seja, enquanto que nas várias modalidades de pesca, existe uma amostra com algum peso ou uma chumbada na extremidade da linha para proporcionar o balanço necessário e projectar a amostra, na pesca à pluma isso não existe. No lançamento da pluma, é o peso da própria linha que vai fornecer o balanço necessário para projectar as pequenas amostras.

Não é obrigatório lançar bem para pescar à pluma, mas sem um bom lançamento, a probabilidade de apanhar peixes é menor.

Iremos abordar duas maneiras de executar o lançamento, e analisar em que tipos de cenário os mesmos se aplicam.


Lançamento normal ou Back/False Cast

Este tipo de lançamento, consiste em balançar a linha para trás e para a frente algumas vezes, de forma a criar o balanço necessário para projectar a mosca. O Back Cast, é mais usado em locais amplos e sem obstáculos. Ao realizar este lançamento, deve ter para as suas costas a mesma distância que tem para a frente. Pois a linha vai criar um “bailado” aéreo desenhando uma trajectória rectilínea onde vai esticar-se/desenrolar. Se existir algum obstáculo ou árvore por perto, que não permita a linha de esticar, não vai conseguir realizar o lançamento.

A forma correcta de realizar este lançamento é:

1 - Levantar a linha da água.

2 - deixar a linha desenrolar nas costas até sentir que esta ficou esticada e até provoca um pequeno peso para trás na cana.

3 - trazer a cana para a frente mas sem deixar que a linha toque na água. Espere até que a linha desenrole totalmente na sua frente criando balanço. Repita o movimento as vezes necessárias até que se sinta pronto a lançar a mosca. Repare que em cada movimento para a frente e para trás, pode desenrolar mais linha do carreto para conseguir um lançamento longo.Quando estiver satisfeito com a posição e distância da linha, ao trazer a cana para a frente (passo 3), deixe a linhar esticar toda e baixe a cana para suavizar a queda da linha na água.

Este filme mostrar como se realiza o Lançamento Normal.


Roll Cast

Este é uma das formas de lançar mais usadas quando pescamos em pequenos ribeiros, zonas apertadas ou quando temos obstáculos nas nossas costas. Sempre que nos deparamos com uma zona de arbustos,ou árvores nas nossas costas, que não nos permite efectuar o lançamento tradicional com a linha a “dançar” no ar para a frente e para trás, o Roll Cast é a nossa solução.

A forma correcta de o fazer é:

1 - Levante sua ponta da cana lentamente, quando a ponta da cana estiver ligeiramente atrás de você, deve parar e esperar um momento. Isso permitirá definir sua linha na água e ajudá-lo a carregar a sua cana.

2 - Acelerar o seu curso para a frente e depois pare rapidamente a ponta da cana. Como se fosse o movimento de chicote.

3 - Deixe a linha desenrolar na sua frente. A linha deverá criar um laço e desenrolar sobre a água até que estica e pousará suavemente.


Pratique o máximo que puder. O Roll Cast pode fazer a sua experiência de pesca mais agradável.

Aqui está um pequeno video que demonstra duas maneiras de contornar os obstáculos que encontramos nos Rios. Incluindo o Roll Cast.



O vídeo que se segue, mostra de forma clara os movimentos a realizar para obter um lançamento perfeito.


À procura do “loop” perfeito.



O equipamento


Mosca/Pluma

 

A mosca ou pluma é um isco artificial que imita insectos ou larvas de que as espécies a capturar se alimentam. A pluma nem sempre necessita de ser uma imitação realista, necessitamos apenas que esta represente uma silhueta e padrões de cor idênticos aos insectos do local onde o peixe se alimenta.


Canas de pesca para fly fishing

Para pescar à pluma, a cana deverá ser leve para evitar a fadiga, preferencialmente, progressiva ou de acção média. O equilíbrio entre a cana, o carreto e a linha é fundamental uma vez que os lançamentos devem ser efectuados com muita precisão. As canas de acção lenta ou parabólica permitem pescar com secas ou ninfas muito pequenas, ao possibilitarem lançamentos muito suaves que não deterioram a pluma. Uma cana de acção média, é por isso mais versátil mas com algumas limitações. As canas de acção rápida são ideais para pescar em dias de vento e em grandes lagos ou rios, nestes casos teremos de utilizar moscas de maiores dimensões.


Cana / Nº Linha      Plumas recomendadas





Acção cana de pesca


A linha para a mosca

A linha é a principal diferença da pesca à pluma, têm normalmente 20 a 30 metros podem-se Sub-dividir em três categorias, as linhas afundantes que afundam completamente, as linhas que afundam alguns metros abaixo da linha de água e as mais utilizadas que flutuam à superfície.

Floating Lines - Linhas Flutuantes

As linhas flutuantes são as mais utilizadas para a pesca à mosca. Destacam-se as linhas tipo WF (Weight forward - peso concentrado na frente) que permitem uma enorme precisão de lançamento. Outras variedades são comuns, Taper (Extremidades iguais e pontas afinadas), Level (mesmo diâmetro em todo comprimento da linha). São utilizadas na pesca da truta, achigã entre outras espécies.

Linhas Sinking - Linhas Afundantes

As linhas sinking têm um alto índice de afundamento. São linhas concebidas para pescar em maior profundidade para peixes que habitam os leitos dos rios, lagos e praias. Existem linhas (Shooting Head) com aproximadamente 10 metros que se destinam à área de arremesso sendo a restante linha da montagem uma linha extra denominada running line. As linhas Siking Tip têm a mesma base das shooting head, no entanto, possuem uma linha flutuante incorporada e a parte inicial afundante. São utilizadas normalmente em canas mais pesadas, a taxa de afundamento é feita em grains. Quanto maior o valor em grains, maior a razão de afundamento da linha maior deverá ser a numeração da cana.

Linhas Intermédias

As linhas Intermédias têm uma taxa de afundamento baixa, a taxa de afundamento varia de I a V, sendo a I de afundamento mais lento e a V de afundamento mais rápido. São linhas fabricadas com cores camufladas (camo). São usadas na pesca em águas mais rápidas.

Linha Leader

A linha leader (não confundir com a linha madre das montagens convencionais) é uma linha transparente cónica, tem entre 1,8 e 3,6 metros na sua extremidade mais grossa é fixa a linha de fly. A relação do seu diâmetro é de 1 a 8 vezes o diâmetro inicial. Quanto maior a redução menor será o seu diâmetro possibilitando a utilização de moscas muito pequenas, no sentido inverso, um menor redução permite o uso de moscas maiores para peixes de maior dimensão.

Tippet

Denomina-se tippet a ponta da linha que está ligada à mosca. Tem normalmente de 30 a 40 cm e ajusta-se ao diâmetro final da linha leader. A mosca é atada ao tippet, sendo que, em cada troca de pluma a linha vai diminuindo necessitando de substituição ao fim de algumas trocas de isco.

Backing

Backing é uma linha trançada de ceda que se fixa no carreto e na linha de arremesso. O seu comprimento é de 100 a 200 metros e serve como linha adicional caso o peixe na captura apanhe muita linha.


O carreto


O carreto, ao contrário de outras técnicas de pesca, não é tão importante nem tão utilizado. Destina-se sobretudo a armazenar a linha de fly e, em alguns casos, o seu travão é usado para travar o peixe capturado.

Os carretos para a pesca em água doce podem dividir-se em três tipos: os manuais, os semi-automáticos e os automáticos.

Os automáticos quase não se usam devido ao seu peso excessivo e pouca eficácia. Os semi-automáticos recolhem a linha com um sistema que ao carregar, recolhe uma determinada quantidade de linha. A vantagem deste carreto está na recolha da linha ser muito rápida, o acesso à regulação do travão torna-se numa desvantagem, é necessária uma chave especifica para regular a sua tracção. Os carretos manuais são aqueles que, para se recolher a linha, se utiliza uma patilha presa no tambor. São estes os carretos mais utilizados para todas as situações, por serem os mais simples em termos de mecanismo e, sem dúvida, os mais eficazes.

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